Quatro questões difíceis de perceber nos transportes públicos

19-10-2021

Quem muito anda de transportes públicos depara-se consecutivamente com questões difíceis de lidar ou compreender, ou, por sua vez, faz parte do grupo de pessoas que age destas maneiras e como tal, não tem surpresas.

Como eu não pertenço à segunda opção questiono certas ações - e sempre preferi transportes individuais, pelo conforto e mais recentemente pela agravante da pandemia - e dei por mim a refletir sobre. É tudo uma questão de hábito, também é certo. Seja como for, opto pelo uso de transportes públicos, diariamente, independentemente do meu coração ficar com o meu carro, por múltiplas razões: o elevado preço do combustível e das portagens, o tempo que se perde no trânsito, a poluição/sustentabilidade ambiental, entre outras.

Como referi, há ações muito interessantes, curiosas... bom, adjetivem-nas como quiserem, que se passam nos transportes públicos a toda a hora, até porque estes têm sempre lotação esgotada, coisa que parece ter piorado com o regresso aos trabalhos presenciais.

Deixo-vos assim, quatro questões, mas se são pessoas que agem desta e de semelhantes maneiras, é hora de saírem daqui...

Ponto 1 da Saga "Questões Difíceis de Perceber nos Transportes Públicos": Falar ao telemóvel às 07h00/08h00 da manhã - Aconteceu alguma coisa que têm de tratar? Um imprevisto? Ok! Certo! Mas irem 45 minutos a por a conversa em dia com a/o amiga/o? A estas horas? Haja energia! Passo. Nota: o nível é hardcore quando há chamadas que são feitas em alta voz.

Ponto 2: Ouvir música ou ver vídeos com som, sem fones - Estas pessoas provavelmente não veem o cenário ao seu redor: fones e mais fones, com fios, sem fios, grandes, pequenos, de várias cores. Basta ter um pouco de noção de espaço e não querer incomodar os outros. Vamos lá, não temos de ouvir o que vocês estão a ouvir e muito menos alto e bom som. É assim tão complicado?

Ponto 3: Sentar ao lado de alguém, havendo bancos sem ninguém - Esta aqui acho que nunca me aconteceu! Vá lá! (Até porque normalmente vai tudo cheio a 100%.) Mas isto acontece e ainda há tempos à mesa com amigos se falava: Porque é que as pessoas escolhem, ainda para mais em tempos de pandemia, ir para o lado de alguém, quando há bancos livres, sem ninguém junto? Não é mais confortável? Noutro contexto, há quem me tenha dito que, muito possivelmente são pessoas que se sentem sozinhas, que têm medo de estar sozinhas, que não querem sequer ouvir os seus pensamentos... Será?

Ponto 4: Bancos dos autocarros deitados quando há pessoas atrás - Palpita-me que estes indivíduos pensam que os autocarros são equivalentes aos aviões da Emirates, cada banco com imenso espaço, para deitar, comer, ver filmes em ecrãs HD... Só pode. É do sono, a malta entra ainda a sonhar. Se as pessoas já têm pouco espaço, mais desconfortáveis ficam. É uma mera questão de não se ser egoísta, creio. "Eu vou mal, tu tamem' vai' mal, todo o mundo aqui vai' mal."

Acabamos com música. Siga então o baile e mais uma voltinha na ponte Vasco da Gama.

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