Cidade Iluminada

02-01-2025

As cidades ficam mais bonitas na época festiva. Ficam mais convidativas. Ficam mais acolhedoras. Esta é uma certeza que tenho. Não a discuti com ninguém, não procurei sobre o assunto e ouso mesmo dizer que não é uma opinião minha, é um facto: As cidades ficam mais bonitas com as luzes de Natal em cada poste, rotunda, zona, jardim, igreja, beco. E ai de quem me diga que discorde.

Se há investimento bom e bonito que as Câmaras Municipais fazem é este. Em ano de autárquicas, melhor ainda para o zé povinho, porque a competição ganha vigor. Todas as cidades, grandes ou pequenas, todas elas sem exceção, ficam mais bonitas vestidas de Natal. As luzes da aldeia mais remota à rua mais cheia de caos refletem magia.

Reparem que mesmo ao frio, as pessoas andam lá fora. No próximo Natal, desafio-vos a observaram se o número de pessoas que vocês encontram a passear em novembro é o mesmo que em dezembro. A culpa é do Natal e é uma excelente culpa. A população tem motivos para se enroscar num cachecol, enfiar um gorro até aos olhos e passear. Não só para ver o embelezamento do seu local querido, como para espreitar o mercado de Natal que está de pé, para tirar uma fotografia em família naquelas letras pirosas que dizem amor, para convidar um amigo para uma bebida quente enquanto trocam impressões sobre que presentes vão comprar (ou para uma cerveja, como queiram, como sejam felizes).

É claro que por mim, uma amante efusiva e entusiasta do Nascimento do Deus menino, as luzes acendiam-se a meio de novembro e assim ficavam até final de janeiro. Um mês é pouco, muito pouco. Talvez os comerciantes tendam a concordar comigo. Um mês é pouco para, por vezes, fazer o lucro necessário à sobrevivência em todos os outros meses do ano. Sim, porque esta coisa do comércio local regressou agora à moda (e ainda bem), mas quantos de nós optam por, durante o ano, ir a lojas locais e/ou artesanais em vez das mainstream?

Sem dispersões, é certo que as cidades ganham vida com as luzes de Natal. O trânsito torna-se mais suportável, com um laço para ver piscar enqaunto aguardamos pelo sinal verde. Os dias tornam-se menos duros, com uma caminhada iluminada pelas árvores com bolinhas. E não menos importante que tudo isto, voltamos a observar as ruas pelas quais todos os dias passamos, sem lhes dar valor, sem sentirmos o seu cheiro, sem degustarmos um café (chá para mim), sem vermos o chão que pisamos.

O Natal só faz é bem. E hoje a dia 2 de janeiro de 2025, eu já estou com saudades das luzes que ainda não se apagaram e das árvores que ainda não se desfizeram. Se estou.

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