Rock in Rio desiludiu. Mas nem tudo...

17-06-2024

Comecemos pelo menos bom:

A desorganização do Rock in Rio Lisboa 2024, supera qualquer bom concerto que tenha tido o prazer de ouvir (destaque para Evanescence).

Pessoas a mais, clara ganância para vender um número de bilhetes exageerado; sem indicações (por exemplo na Gare do Oriente); sem escoamento quer seja a pé ou nos shuttles, até mesmo para ir embora do recinto. Stands já sem brindes, com estruturas estragadas e filas infernais. Péssimo! E o Palco Galp demasiado perto do palco Mundo, traduzia-se num local de convergência de públicos e por isso, assistíamos ali quase a uma simbiose humana nos gostos musicais que nos levaram até lá. No geral, posso dizer da minha experiência que o primeiro dia da edição deste ano foi uma nódoa.

É normal apanhar filas, quer seja neste ou noutro evento do tipo, é algo que já se espera. No último ano de RiR em Portugal, havia filas, mas não havia a ansiedade e o desespero. Não podem ter 80 mil pessoas e deixar que aguardem 50 minutos por uma cerveja, ou 1 hora e meia para comprar um pão com chouriço. Malta, um pão com chouriço? Não vai correr bem.

E caramba, este não é um festival qualquer, é o Rock in Rio, o festival por quem todas as pessoas esperam muito mais...

Não fosse a logística a principal pedra no sapato do festival, ainda tomamos conhecimento via social media da "barraca" que aconteceu com a vocalista dos The Gift, a Sónia Tavares - da qual por sinal sou fã. Junta-se assim mais um prego no caixão aos 20 anos de festival, com o que lhe fizeram: uma expulsão após ter comido um croquete e bebido uma cerveja, só porque estava a trabalhar. Pior ainda, porque ninguém a avisou. Ninguém deve ter dado conta de que é só uma das melhores artistas portuguesas para a terem expulsado.

A Roberta Medina a esta hora já está a ver quem vai despedir e como compensará a banda, que não só atuou 1x, nem 2x, mas sim 3x no palco deste evento. E subscrevo-a: imagine-se que não era ninguém conhecido, o quão pior poderia ter sido. Passavam para a pancada? Acredito que sim, face à falta de empatia, preocupação ou cuidado. Como a própria Sónia Tavares disse: que podridão.

Rapidamente, os pontos mais positivos foram as casas de banho, minimamente limpas e com notória manutenção ao longo do dia, bem como os pontos de água grátis, a funcionar. Mas isto não compensará quem paga quase 90€ para uma ida ao festival. Felizmente não foi o meu caso, porque o bilhete foi oferecido. Se tivesse pago, não estava nada feliz com o que encontrei. Aliás, confesso que não teria mesmo ido, fosse como fosse. 

Passemos então para o bom:

Na verdade, este bom que quero destacar não é tanto sobre o Rock in Rio, mas sobre uma surpresa que por lá tive.

Assim, a 15 de junho, sábado, apesar de ter saído de lá desiludida não só com o descrito acima mas também com o concerto dos Scorpions (esperava mais), a fita rosa que trago ao pulso foi uma surpresa.

Não dava nada por isto. Quando fui "brincar" na roda da marca em questão, disse logo "ai uma pulseira não quero", à minha companhia. Qual foi o resultado? Uma pulseira, é claro! "Temos estas. Quer escolher pela cor ou pelo cheiro?", perguntou-me a rapariga. Vi as cores, interessaram-me duas: rosa e preto. "Gosto desta e desta. Posso cheirar ambas e assim levo a que mais gostar?", perguntei. A rosa apanhou-me logo, como já perceberam. A preta, apesar de agradável, tinha um cheiro muito masculino para mim. Lá pus a pulseira, sem lhe ligar grande coisa...

Ouvimos o que mais podíamos fazer no stand e sempre com uma sinceridade que aplaudi: "Se subscreverem", ouvimos. Pensei: "Ela disse mesmo isto?". No fundo, nestas coisas, não é só dar os nossos dados sem razão. E pela primeira vez, achei que se subscrevesse algo num festival, sem pensar muito no assunto, não ia sair enganada. Ainda assim, não o fiz e fui à minha vida.

Minutos mais tarde, ao mexer-me; ao levar o copo à boca; ao coçar o nariz; etc. senti sempre um cheiro intenso e extremamente agradável. E de cada vez que isso acontecia, ficava contente e sorridente, surpreendida até, parecendo-me aquilo um "incentivo" no meio do imenso pó, do cabelo despenteado pelo vento, no frio e no cansaço (já deve estar claro, por portas e travessas, e não só por este artigo, que a organização foi fraca).

"Hmmm que bom. Cheira aqui!"

𝘙𝘦𝘢𝘤𝘩 𝘺𝘰𝘶𝘳 𝘩𝘢𝘱𝘱𝘺 𝘱𝘭𝘢𝘤𝘦 é a frase que marca a presença da Oriflame no Rock in Rio 2024. Ainda bem que eu não dava nada por isto... É que dois dias depois, hoje, uma zona da pulseira ainda tem cheiro – leve mas tem - e eu não paro de pensar que quero comprar o perfume. De uma forma tão, mas tão simples (e acredito eu com budget simpático porque afinal, o tester é só um, e as pulseiras são um merch comum), o perfume da Oriflame entranhou-se fortemente na minha experiência e veio comigo até casa.

Para mim, este é o Top 3 ativações do festival:

🌟 Oriflame – pulseiras perfumadas (memória/beleza)
🌟 Água – bebedouros brandizados pela Smile.up Clínicas Dentárias (saúde/bem-estar)
🌟 Rituals – protetores solares 30SFP (prevenção/saúde)

O poder das ativações de marca bem executadas e o impacto direto que têm no público (que se torna mais interessante, para mim, ao não ser in your face), dá que pensar. A capacidade de gerar conexão emocional foi a chave para destacar esta marca no meio de tantas outras.

Se eu não ligava muito à Oriflame, depois desta ideia genial, agora ligo. Este perfume é um claro 𝘩𝘢𝘱𝘱𝘺 𝘱𝘭𝘢𝘤𝘦.

Porque melhor ou pior, quando vamos festivalar isso dá-nos sempre tema de conversa. A próxima paragem é o RFM Somnii. Figueira da Foz, vamos lá! 


Se quiseres partilhar a parte má, acede ao meu X.

Se quiseres partilhar o tema de marca, acede ao meu LinkedIn.

Share
Crie o seu site grátis! Este site foi criado com a Webnode. Crie o seu gratuitamente agora! Comece agora